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    Linux: uma alternativa real para o terreno dos desktop?

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    lianinho
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    Linux: uma alternativa real para o terreno dos desktop?

    Mensagem por lianinho em Sab Set 13, 2008 10:42 pm

    Guillem Alsina (guillem@imatica.org) - Iniciativas como o LindowsOS, Lycoris ou Bluecurve têm o objectivo de facilitar a penetração do Linux no sector dos desktop, um terreno onde pelo momento o Windows tem a hegemonia absoluta com um 90% do mercado mundial. Mas, é o Linux uma alternativa real ao sistema da Microsoft?

    Esta era a pergunta que tinha na cabeça John H. Terpstra e o seu interesse centrava-se em conhecer a resposta de um grupo de utilizadores de sistemas Linux e Windows. Que argumentos usariam para defender a opção escolhida? Para responder a esta questão, Terpstra entrevistou a trinta utilizadores divididos a partes iguais entre as duas plataformas, quer dizer, quinze pessoas favoráveis a Linux e quinze mais a Windows.

    Os questionarios foram realizados baseandose em três perguntas:

    1. Enumere os cinco motivos mais importantes para USAR Linux num sistema desktop
    2. Enumere os cinco motivos mais importantes para NÃO USAR Linux num sistema desktop
    3. Se tivesse que reduzir significativamente a despesa de uma organização em tecnologias da informação, quê é o que mudaria?

    Chegados a este ponto, queremos aclarar que o que Terpstra buscava eram argumentos favoráveis ao uso de Linux no sector dos desktop, argumentos que devia usar numa conferencia que estava preparando e que foi a causante desta investigação e do posterior artigo que comento nestas linhas.

    Uma vez obtidas as respostas, Terpstra as classificou dentro de dez categorias: Custo, Reputação, Aplicações, Segurança, Suporte para hardware, Suporte para software, Familiaridade, Simplicidade na instalação, Confiabilidade e Rendimento.

    No artigo final são resumidas em linhas gerais as respostas dos entrevistados. Os tópicos tão usados de um ou outro sistema operativo saltam à vista claramente: por parte do Linux mencionam-se como vantagens o seu custo (nulo em licenças para a grande maioria de distribuições), a capacidade de executar as suas próprias aplicações e aquelas desenhadas para Windows através de ferramentas como WINE ou VMWare, cumpre com as normas da industria, a inexistência de vírus para à plataforma do pinguim, o suporte da "comunidade" aos utilizadores, a semelhança do ambiente gráfico e as soluções ofimáticas com os equivalentes do mundo Windows, a disponibilidade do código fonte ou a maior estabilidade do sistema.

    Juntamente a estes argumentos racionais, encontramos também alguns mais "passionais", normalmente mais dirigidos contra a outra plataforma que em favor do sistema operativo do pinguim: os utilizadores do Windows são "estúpidos" (tomado literalmente de uma resposta), Linux é "cool" (uma coisa como moderno, divertido em Inglês), Microsoft é um poder dominante que faz o que quer ou não se pode confiar no Windows.

    Os seguidores do sistema operativo da Microsoft também apresentaram argumentos em favor da sua opção: Linux é ainda hoje em dia uma solução de difícil instalação e mantimento que requer uns altos conhecimentos técnicos, não existem alternativas open source ao MS Access, para Linux não existe um suporte técnico único ao qual dirigirse, Windows é a plataforma mais usada do mundo, cada distribuição de Linux é um mundo aparte com pequenas incompatibilidades entre elas, OpenOffice é inferior ao MS Office, Linux não é tão seguro como argumentam os seus defensores, ninguém se faz responsável da integridade do Linux, Windows suporta todo o hardware existente, em quanto que o Linux não o faz, todos os vendedores de software oferecem suporte para Windows, Windows é fácil, Windows é mais fácil de instalar que Linux e finalmente que a interface gráfica unificada do Windows não provoca as confusões que temos no mundo Linux com KDE, Gnome e outros...

    A conclusão, para Terpstra, é clara: actualmente Linux é uma alternativa nem mais nem menos válida, se não tão válida como Windows para os computadores desktop. As opiniões entre grupos de entusiastas e detractores diferiram em grande medida, mas os dois lados apresentaram argumentos irrefutáveis que podem levarse a contrária entre eles mas ser os dois totalmente certos.

    Assim pois, não existe motivo para à confrontação, se não simplesmente diferentes eleições segundo as diferentes preferencias.

    O artigo completo pode lerse em

    http://www.desktoplinux.com/articles/AT9186091276.html

    John H. Terpstra é co-fundador do grupo de trabalho Samba-Team dedicado à construção de uma serie de ferramentas que permitam a interoperabilidade entre redes Windows e Linux/Unix. Também é membro do Open Source Software Institute Advisory Board, CEO da empresa PrimaStasys Inc, e trabalhou também para o grupo SCO (anteriormente chamado Caldera).

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